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O tratado comercial entre o Mercosul e a União Europeia impulsionou em 30,7% as exportações brasileiras para o bloco europeu entre maio e setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado. O balanço foi apresentado nesta terça-feira (13) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, em Brasília.

No acumulado de janeiro a setembro, as vendas externas do Brasil para os europeus alcançaram US$ 44,17 bilhões. Isso representa uma alta de 20% frente aos primeiros nove meses de 2025.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também celebrou os dados. Ele confirmou que o comércio bilateral entre os parceiros cresceu mais de US$ 6 bilhões desde que o tratado entrou em vigor.

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“As exportações brasileiras tiveram uma alta de 10,4% em 2026. Só o acordo Mercosul-União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas vendas”, pontuou Vieira.

O pacto passou a valer de forma provisória em 1º de maio, após quase 27 anos de tratativas diplomáticas.

Expansão e novos mercados

Durante a cerimônia, Elias Rosa pontuou que o avanço comercial não se limita ao setor primário. O comércio exterior nacional cresceu 10,5% em média, superando barreiras comerciais e instabilidades geopolíticas globais.

O anúncio ocorreu em um evento no Ministério da Agricultura e Pecuária que celebrou a conquista de 700 novos mercados internacionais para o agro desde 2023, espalhados por 99 destinos.

O ministro da Agricultura, André de Paula, ressaltou a dimensão do resultado obtido e projetou um cenário otimista para a safra e para a participação do setor no Produto Interno Bruto.

“Planejamos chegar a 29% do PIB agropecuário neste ano. A safra 2026/27 deve atingir 366 milhões de toneladas”, declarou o ministro.

Metas globais

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Projeções da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos indicam que o país enviou US$ 5,8 bilhões aos novos destinos abertos recentemente. A expectativa é que esse montante chegue a US$ 80 bilhões em quatro anos.

André de Paula ainda reforçou a meta de colocar o Brasil na liderança global da venda de alimentos. No acumulado recente, o país registrou US$ 169 bilhões, ficando muito próximo dos Estados Unidos.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil