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O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, realizou neste sábado sua primeira agenda pública voltada ao segmento religioso. Na ocasião, o político firmou um termo com a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.
O evento ocorreu a 15 dias do primeiro turno em um hotel na capital paulista. Cerca de 25 representantes de denominações como batista e presbiteriana participaram das negociações.
A iniciativa ocorre em um cenário onde o petista busca ampliar sua base entre eleitores religiosos. Atualmente, pesquisas apontam vantagem do atual governador, Tarcísio de Freitas, nesse nicho.
Apesar disso, a campanha negou rupturas estratégicas. O grupo organizador atua desde 2016 integrando diferentes igrejas em pautas democráticas e de direitos humanos.
O documento assinado estabelece 11 diretrizes centrais. Entre elas estão a laicidade estatal, o combate à intolerância e a proteção aos direitos das mulheres.
Outro ponto de destaque é a proibição do uso de cultos e templos para propaganda político-partidária. O texto também exige apoio público à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Críticas aos debates
Após o evento, o candidato voltou a criticar seu principal adversário pela ausência em sabatinas. Segundo ele, evitar confrontos diretos empobrece o debate público.
“Você sonega do cidadão o direito de comparar”, declarou o ex-ministro ao apontar que a estratégia prejudica a transparência eleitoral.
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