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O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, manifestou-se publicamente neste sábado (19/9) para defender a integridade da Justiça Eleitoral contra tentativas de partidarização. A declaração ocorre logo após o magistrado protagonizar discussões acirradas com outros integrantes da Corte que compõem o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em suas redes sociais, Mendes destacou os perigos de interferência interna e externa nas eleições de outubro. O ministro mencionou um relatório recente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre possíveis ameaças externas, mas ponderou que o "risco que vem de dentro", por meio da politização dos julgamentos, é ainda mais preocupante para a estabilidade democrática.
O ministro enfatizou que aqueles que buscam envolver o tribunal em disputas partidárias deveriam questionar a própria permanência na instituição. Segundo ele, cabe aos partidos e ao Ministério Público Eleitoral fiscalizar essas condutas e apontar eventuais suspeições, garantindo que o TSE continue a impedir abusos que possam distorcer a vontade dos eleitores.
Tensões recentes no Judiciário
Embora não tenha citado nomes, o posicionamento do decano surge dias após Gilmar Mendes protagonizar um bate-boca durante sessão no STF. O desentendimento envolveu magistrados que atuam no TSE, incluindo o presidente da Corte Eleitoral, Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente, André Mendonça.
O embate ocorreu durante a análise de uma possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, Mendes criticou duramente a postura de Mendonça, classificando-a como "desfaçatez". O desentendimento escalou rapidamente, com troca de cobranças por respeito mútuo em plenário.
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