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Após fugir para os Estados Unidos, o candidato derrotado Flávio Bolsonaro publicou uma carta agradecendo aos presidentes Javier Milei e Donald Trump pelo apoio recebido para deixar o Brasil.

Em uma primeira versão da carta golpista, o senador se declarava o verdadeiro presidente eleito. Trinta minutos depois, a expressão foi modificada para líder do Brasil.

No documento, ele alega, sem apresentar provas, que o pleito foi fraudado por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que estendeu o horário de votação.

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Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. Lula obteve 64 milhões de votos, enquanto o senador somou pouco mais de 59 milhões.

A extensão do horário computou apenas 34.393 votos, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral, em um universo de 158,7 milhões de eleitores aptos.

As acusações contradizem o reconhecimento oficial da eleição pelo TSE, pela OEA e por diversas lideranças internacionais e nacionais.

O senador também criticou a ordem do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega de seus passaportes e o proibiu de deixar o país.

Flávio é investigado em inquéritos no STF por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas e pelo financiamento do filme Dark Horse.

Em nota, ele afirmou que atuará como líder da oposição direto dos Estados Unidos, assumindo riscos que parlamentares no Brasil não poderiam correr.

O texto inicial do comunicado utilizava o brasão com a grafia arcaica Estados Unidos do Brazil, nomenclatura abandonada em março de 1967.

Repercussão internacional

O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Estados Unidos criticou a concessão de visto ao senador brasileiro pela gestão de Donald Trump.

Democratas compararam a postura do governo estadunidense com o rigor aplicado a imigrantes que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti.

FONTE/CRÉDITOS: Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil