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O Supremo Tribunal Federal desmentiu, nesta quarta-feira (28), a realização de qualquer ação de busca e apreensão da Polícia Federal direcionada ao senador Flávio Bolsonaro. A manifestação da Corte ocorreu após notícias sobre uma suposta operação policial na mansão do parlamentar, localizada no bairro Lago Sul, em Brasília.

Em nota oficial, o tribunal esclareceu que é falsa a informação veiculada sobre mandados contra o parlamentar. A instituição reforçou que não existe decisão judicial nesse sentido nem cumprimento de diligências nos endereços ligados ao senador.

A nota do STF foi emitida dias depois de o parlamentar deixar o país com destino aos Estados Unidos. Após ser derrotado nas urnas, o senador viajou de jatinho particular a partir da fronteira com a Argentina, descumprindo determinações da Justiça brasileira.

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Apreensão de passaportes

A restrição para saída do território nacional havia sido imposta pelo ministro Alexandre de Moraes. A medida atendeu a um alerta da PF sobre o risco iminente de fuga logo após a divulgação do resultado eleitoral.

Agentes federais chegaram a intimar o parlamentar para a entrega dos seus passaportes regular e diplomático. A abordagem ocorreu na residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar.

Apesar de declarar publicamente em vídeo que respeitaria as ordens judiciais e permaneceria no Brasil para responder aos processos, o senador viajou no dia seguinte, violando a cautelar estipulada no inquérito.

A determinação de Moraes integra a investigação que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O caso envolve também o advogado Willer Tomaz, que igualmente viajou para o exterior.

Inquéritos em andamento no STF

Mesmo com a ausência do parlamentar no país, as apurações continuam em andamento no Supremo. Além do processo relatado por Moraes, há uma segunda investigação conduzida pelo ministro André Mendonça sobre o caso Banco Master.

Nesse segundo procedimento, apura-se o pedido de R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme. Mensagens de áudio obtidas pela Polícia Federal confirmam a solicitação da quantia.

O parlamentar admitiu ser o autor dos áudios trocados com o empresário, mas alegou que a captação de recursos privados ocorreu dentro da legalidade e sem qualquer irregularidade.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil