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Mesmo com o encerramento do pleito, o assédio eleitoral segue na mira da Justiça. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vieira de Mello Filho, reforçou que todos os relatos recebidos serão rigorosamente julgados para coibir abusos.

Até a data limite de apuração, o Ministério Público do Trabalho acumulou quase duas mil queixas relacionadas a pressões políticas no ambiente corporativo brasileiro.

O que caracteriza essa conduta ilegal

A prática acontece quando superiores hierárquicos utilizam sua posição para obrigar subordinados a apoiarem determinados candidatos. Ameaças de demissão e exigências de vídeos de campanha são exemplos claros.

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Promessas de vantagens em troca de votos também configuram infração passível de punição severa, afetando empregados de diferentes vínculos empregatícios.

Como realizar uma denúncia segura

Trabalhadores afetados podem procurar diretamente o Tribunal Regional do Trabalho ou as plataformas oficiais do Ministério Público do Trabalho e do Ministério Público Eleitoral.

Outra alternativa viável é o uso da plataforma digital voltada especificamente para campanhas de conscientização e combate a essa ilegalidade.

Exemplos de infrações registradas

Durante o período eleitoral, diversos episódios chamaram a atenção das autoridades. Empresários tentaram influenciar o comparecimento às urnas por meio de ofertas ou restrições financeiras.

Além disso, figuras públicas sugeriram publicamente a dispensa de colaboradores com base em preferências partidárias, conduta firmemente repudiada pela legislação vigente.

Ações desse tipo violam preceitos constitucionais e trabalhistas fundamentais, expondo os responsáveis a pesadas sanções financeiras e judiciais.

FONTE/CRÉDITOS: Iara Balduino - repórter da Agência Brasil