O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentou barreiras nesta quinta-feira (13) para registrar sua candidatura à Presidência da República após o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontar sua filiação ao partido Missão. A legenda tem Renan Santos como candidato ao Palácio do Planalto. A equipe do parlamentar classificou a alteração repentina como uma possível fraude cometida sem autorização prévia.

Registros oficiais da Justiça Eleitoral indicam que o político integrava o Partido Liberal desde dezembro de 2021. Contudo, uma certidão emitida nesta quinta-feira mostrou o encerramento do vínculo com o PL em 12 de agosto de 2026, data em que a filiação ao Missão teria sido efetivada no sistema.

PL aponta possível fraude e busca investigação

A cúpula do PL declarou que não solicitou nenhuma modificação partidária e classificou o episódio como uma ação irregular. A defesa jurídica do senador acionou o TSE para restabelecer o vínculo original e destravar a candidatura. A advogada Maria Claudia Bucchianeri informou que a origem da mudança ainda precisa de esclarecimentos técnicos.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

As investigações devem apontar se houve invasão nos sistemas informatizados ou o uso indevido de credenciais. O imbróglio mobiliza tanto a Justiça Eleitoral quanto as direções das legendas envolvidas, gerando forte tensão nos bastidores políticos devido à proximidade do término do prazo legal.

Prazo eleitoral eleva pressão sobre a campanha

O imbróglio ocorre justamente na reta final para a formalização das candidaturas, cujo prazo regulamentar se encerra em 15 de agosto. Estar vinculado a outra sigla que já possui candidato próprio cria um obstáculo jurídico severo para a campanha presidencial do grupo liderado pelo PL.

A equipe jurídica trabalha contra o tempo para reverter a situação no sistema eletrônico do TSE antes do esgotamento do prazo. Caberá à Justiça Eleitoral analisar os pedidos da defesa e definir se o episódio decorreu de fraude, falha operacional ou outra irregularidade sistêmica.

FONTE/CRÉDITOS: Léo Carvalho