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Uma funcionária de banco presa em Miguelópolis, no interior paulista, é apontada como suspeita de liderar um esquema que desviou cerca de R$ 2,1 milhões de contas de clientes idosos entre 2024 e 2026.
Identificada como Vanessa Gonçalves Miranda, de 40 anos, a mulher foi detida na segunda-feira (28). A operação policial também efetuou a prisão de seu companheiro, o dentista Adilson Coelho de Paula, de 56 anos.
As autoridades conduziram as prisões preventivas sob a acusação de furtos mediante abuso de confiança e lavagem de dinheiro, focando em vítimas com dificuldades operacionais nos canais digitais.
Movimentações financeiras e suspeitas de ocultação
A investigação policial teve início após denúncias de correntistas sobre transações desconhecidas. A suspeita aproveitava a proximidade com o público para realizar operações sem autorização expressa.
Entre as irregularidades detectadas estão empréstimos consignados, resgates de investimentos, saques e transferências indevidas. Parte do montante teria sido direcionada para contas ligadas ao namorado da investigada.
Os investigadores também identificaram indícios de que valores foram aplicados em casas de apostas para tentar ocultar o rastro do capital ilícito. O processo corre atualmente sob sigilo.
Prejuízos expressivos para aposentados
Uma idosa de 78 anos descobriu que sua conta havia sido totalmente esvaziada quando sua família buscou recursos após um procedimento médico. O saldo de aproximadamente R$ 300 mil havia desaparecido.
Outro caso envolve um homem de 71 anos que restou com apenas R$ 517 em sua conta. Familiares relataram que ele guardava cerca de R$ 200 mil, mas acabou sofrendo perdas expressivas devido à sua pouca familiaridade com caixas eletrônicos.
Apreensões e posicionamento oficial
Durante o cumprimento das ordens judiciais expedidas em Ribeirão Preto, policiais civis recolheram eletrônicos, documentos financeiros, cartões e pequena quantidade em dinheiro nas residências dos alvos.
O Santander declarou por meio de nota que sua equipe de inteligência colabora ativamente com a polícia e garantiu que nenhum correntista sofrerá prejuízos financeiros em decorrência do caso.
As defesas dos investigados informaram que os clientes ainda avaliam o teor completo das acusações para se manifestarem formalmente nos autos do inquérito.
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