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A dez dias do primeiro turno eleitoral, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contestou a decisão da Meta de limitar os anúncios de Lula nas redes sociais. O recurso interposto nesta quinta-feira (24/9) exige a liberação imediata do perfil comercial utilizado pela chapa petista.
A defesa jurídica do candidato solicita o restabelecimento da conta "Eleições 2026 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente" no prazo máximo de seis horas. Segundo a petição, o bloqueio prejudica diretamente a campanha ao impedir a veiculação de conteúdos oficiais, gerando assimetria em relação aos adversários políticos.
Entenda a suspensão da conta
A desativação ocorreu na quarta-feira (23/9) de forma repentina. De acordo com os advogados, a Meta aplicou a sanção sem indicar qual norma teria sido violada. A empresa apenas notificou a equipe afirmando que certas atividades descumpriam suas regras de uso.
A coligação classifica a medida como unilateral e sem fundamentação objetiva. Para os juristas da chapa, o bloqueio privado de canais informativos durante a corrida eleitoral fere graves princípios do Direito Eleitoral, comprometendo a liberdade de expressão e a igualdade da disputa digital.
Diante da indefinição, a campanha avisou que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se a conta não for liberada. Procurada, a Meta ainda não respondeu aos questionamentos sobre a punição.
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