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O ginecologista Marcelo Arantes está sob investigação por acusações de estupro contra, no mínimo, vinte pacientes em Goiânia e Senador Canedo.
A prisão de Marcelo Arantes, ginecologista sob suspeita de crimes sexuais, foi efetuada nesta quarta-feira (23). A Polícia Civil de Goiás, através da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, confirmou o cumprimento do mandado de prisão preventiva.
Marcelo Arantes é investigado pela prática de crimes de estupro de vulnerável. Até o momento, vinte mulheres apresentaram denúncias contra ele. Do total de vítimas, doze foram identificadas no município de Senador Canedo.
Entre os casos apurados, um remonta ao ano de 2017 e ocorreu em Senador Canedo. Os demais incidentes teriam acontecido em uma clínica particular localizada no Setor Campinas, em Goiânia, durante o período de 2022 a 2023.
As vítimas relatam que os abusos ocorriam durante as consultas, após o médico supostamente conquistar sua confiança. A delegada Amanda Menuci, responsável pela investigação, descreveu Marcelo Arantes como alguém com características de um "predador sexual".
Em 16 de abril, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) já havia suspendido o direito de exercício profissional do médico, que é ginecologista e especialista em reprodução humana. Inicialmente, cinco mulheres haviam formalizado denúncias de abuso sexual durante atendimentos.
Com quase três décadas de atuação como ginecologista, a identidade e a fotografia de Marcelo Arantes foram divulgadas pela Polícia Civil, com a autorização da delegada responsável, visando localizar outras possíveis vítimas. Após a publicidade de sua imagem, o número de denúncias ascendeu para 20 mulheres.
Casos sob investigação:
- 2017: Uma paciente em Senador Canedo.
- 2020: Uma paciente em Goiânia.
- Entre 2022 e 2023: Dezoito mulheres, sendo onze em Senador Canedo.
A Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem), responsável pela apuração, havia solicitado anteriormente a prisão do médico à justiça, mas o pedido foi negado na ocasião, sendo determinadas apenas medidas cautelares.
Em um dos relatos, a delegada Amanda Menuci detalhou que uma vítima sofreu abuso mesmo estando acompanhada da filha. "Ela levou uma acompanhante, a filha, para tentar cessar esses atos, mas o médico não se intimidou com a presença de uma outra pessoa no consultório e acabou praticando novos atos libidinosos", afirmou a delegada.
Nota do Cremego:
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) comunicou que o registro profissional do médico foi suspenso por determinação judicial, conforme consta em seu site oficial.
Em relação às acusações contra o profissional, o Cremego esclarece que todas as denúncias sobre a conduta ética de médicos, sejam elas recebidas diretamente ou de conhecimento do conselho, são devidamente apuradas e tramitam sob sigilo absoluto, em conformidade com o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O órgão também solicitou esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição mencionada nas denúncias.
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