Jozielly Pereira Viana da Silva, de 37 anos, detida por tentar envenenar o marido no Hospital Santa Marta, em Taguatinga Sul (DF), admitiu ter administrado "chumbinho" ao companheiro. Em seu depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ela alegou que o ato foi uma resposta às ameaças dele de exterminar a família e incendiar a residência.

Jozielly descreveu o parceiro como alguém agressivo, que a intimidava com frequência. "Ele já ameaçou incendiar minha casa. Já ameaçou matar todos na minha residência, entende?", relatou ela ao delegado. A acusada afirmou ter adquirido o veneno no dia do ocorrido, motivada por um sentimento de vingança: "Na raiva, eu pensei: 'Você vai pagar pelo que me fez'. Só Deus sabe o que eu sofri com ele", declarou.

Dinâmica do crime

A mulher é acusada de tentar envenenar o esposo, de 61 anos, que se encontrava hospitalizado e em ventilação mecânica. O incidente aconteceu na terça-feira, 21 de abril, e a prisão foi efetuada por agentes da 21ª Delegacia de Polícia.

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Jozielly foi detida na noite da mesma terça-feira, em sua residência. Embora tenha confessado ter descartado a substância tóxica no vaso sanitário ao chegar em casa, a Polícia Civil localizou vestígios do veneno em sua bolsa.

Após a audiência de custódia, a prisão em flagrante da mulher foi convertida em preventiva na quarta-feira, 22 de abril. Ela será indiciada por tentativa de homicídio.

Sinais incompatíveis

O Hospital Santa Marta, por meio de comunicado, confirmou o ocorrido e informou ter notificado as autoridades. A instituição detalhou que o paciente estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e que, durante o atendimento, a equipe médica identificou manifestações clínicas que não correspondiam à sua condição de saúde mais recente.

Diante disso, o hospital ativou seu protocolo de segurança e contatou as autoridades. A unidade de saúde reiterou sua total colaboração com as investigações e enfatizou a adoção de procedimentos de segurança assistencial e institucional rigorosos, alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Tais medidas englobam o monitoramento clínico ininterrupto e a capacitação constante das equipes para a detecção precoce de quaisquer desvios do padrão esperado", salientou o Hospital Santa Marta.

Apesar da tentativa de envenenamento, o paciente resistiu e permanece em estado grave, necessitando de ventilação mecânica.

FONTE/CRÉDITOS: Diário Goianiense