O governo da Colômbia entregou nesta quarta-feira (19/8) aos órgãos de controle o chamado Livro da Verdade. O relatório aponta supostas irregularidades e desvios bilionários na administração do ex-presidente Gustavo Petro.

Segundo o vice-presidente José Manuel Restrepo, os problemas identificados podem representar entre 140 trilhões e 150 trilhões de pesos. O montante equivale a cerca de R$ 240 bilhões e representa aproximadamente 7% do PIB colombiano.

O documento reúne dados de 22 setores estatais. Até o momento, o levantamento aponta cerca de 80 casos suspeitos e mais de 300 alertas que ainda passam por auditoria técnica.

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Entre os problemas citados estão falhas contratuais, dados falsos, concentração de recursos e irresponsabilidade fiscal. Restrepo afirmou que o material apresentado representa apenas a ponta do iceberg.

O governo também apontou a existência de uma folha de pagamento paralela com cerca de 900 mil contratos. Esse esquema teria gerado gastos de aproximadamente 15 trilhões de pesos.

Crises e impactos da UNGRD

Um dos pontos mais críticos do relatório envolve a Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD). Apenas 4,3% dos 15,3 trilhões de pesos destinados ao órgão foram executados.

A situação gerou ainda mais preocupação após o terremoto de 10 de agosto, que deixou a Colômbia em estado de emergência. Restrepo destacou que a margem de endividamento do país atingiu 94% de uso.

Petro contesta denúncias

Em resposta, Gustavo Petro questionou o rigor jurídico do documento. O ex-presidente argumenta que as ações citadas refletem políticas públicas legítimas de sua administração e não crimes.

Petro declarou que eventuais falhas reais devem ser devidamente investigadas pelas autoridades. Enquanto isso, a gestão de Abelardo De La Espriella promete enviar novos casos à Justiça.

FONTE/CRÉDITOS: Manuela de Moura