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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) concedeu uma liminar que determina a imediata preservação de provas sobre a morte do vigilante William Cesar Pinto Junior, de 48 anos, baleado durante uma operação da Polícia Civil (PCDF) no Gama, em 19 de agosto. A decisão atende a um pedido urgente do Conselho Nacional da Segurança Privada (Conasep) para evitar a perda de vestígios essenciais.

A associação que representa a categoria argumentou que elementos cruciais poderiam ser alterados ou destruídos com o tempo. Entre as preocupações apresentadas estão a descaracterização do local do crime, eventuais reparos no veículo da vítima — que possui marcas de tiros — e a exclusão de registros de câmeras de monitoramento que registraram o homicídio.

O juiz da 8ª Vara da Fazenda Pública validou a legitimidade da Conasep após analisar as custas processuais. Com a decisão favorável, o Governo do Distrito Federal (GDF) está obrigado a guardar mídias de câmeras corporais e de viaturas, dados de GPS, áudios de rádio, laudos periciais e a identificação das armas e agentes envolvidos.

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A Justiça estabeleceu o dia 19 de setembro como prazo final para a conclusão do inquérito pela PCDF. O Distrito Federal tem nove dias para detalhar a localização e a custódia das evidências. Em nota, a corporação informou que o caso corre sob sigilo na Corregedoria-Geral, que conduz todas as diligências necessárias.

Entenda o caso

William Cesar Pinto Junior trabalhava há mais de uma década como vigilante terceirizado na residência oficial da presidência do Senado Federal. No início da manhã de 19 de agosto, ele foi atingido por disparos de agentes da PCDF no Setor Oeste do Gama. A polícia alegou que cumpria um mandado de prisão na região, mas não esclareceu se o profissional era o alvo da ação.

Clamor por justiça e luto

O sepultamento do vigilante reuniu dezenas de pessoas vestidas de branco em protesto silencioso contra a violência policial. Familiares e colegas de trabalho cobraram uma apuração rigorosa e transparente das autoridades. O Senado Federal também emitiu nota oficial lamentando a perda de William e cobrando o esclarecimento célere dos fatos pelos órgãos competentes.

FONTE/CRÉDITOS: Isabella Wagner