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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre os trabalhos da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta terça-feira (22/9). Em seu último discurso no atual mandato, o líder brasileiro deve focar na defesa da democracia e da soberania nacional, além de abordar os rumos da política externa a poucos dias do primeiro turno das eleições.

Tradicionalmente, o representante do Brasil é o primeiro chefe de Estado a discursar no evento internacional. Logo na sequência, o palco é ocupado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A dinâmica coloca diferentes visões geopolíticas frente a frente no centro do debate global.

Esta marca a décima participação de Lula no encontro global. Sob o tema focado em restaurar a confiança e gerenciar transformações, a fala do chefe de Executivo nacional tem duração estimada em cerca de 20 minutos, abordando o multilateralismo e o processo eleitoral brasileiro diante de suspeitas de pressões externas.

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Nesta segunda-feira (21/9), em entrevista à imprensa internacional, Lula manifestou preocupação com possíveis interferências de integrantes do governo norte-americano no pleito do país. Apesar disso, o presidente ressaltou que espera uma postura republicana de Washington e que o assunto foi tratado diretamente com autoridades diplomáticas.

Críticas ao Conselho de Segurança

O discurso também traz cobranças duras sobre a eficácia dos órgãos multilaterais. Defensor de reformas estruturais, o chefe de Estado criticou a inércia do Conselho de Segurança da ONU diante de conflitos internacionais e defendeu maior representatividade para países emergentes e do continente africano.

A agenda em solo norte-americano incluiu ainda encontros bilaterais com líderes regionais e aliados na véspera do evento. O retorno ao Brasil ocorre logo após o término de sua intervenção na tribuna principal.

FONTE/CRÉDITOS: Daniela Santos and Alice Groth