GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro foi ajustada para baixo pelo Ministério da Fazenda nesta terça-feira (22/9). A estimativa para o PIB em 2026 caiu para 2%, enquanto o ano de 2027 passou de 2,5% para 2,3%.

A Secretaria de Política Econômica apontou que os juros elevados e a inadimplência pesam sobre o comércio e os serviços. A agropecuária atua como fator de sustentação para os números.

O endividamento das famílias ficou em 49,8% da renda entre maio e junho. Já o comprometimento com o serviço da dívida bateu recorde em 28,9% em junho, refletindo o crédito caro.

Publicidade

Leia Também:

O cenário restringe a conversão dos ganhos do mercado de trabalho em consumo. Mesmo com o desemprego em baixa, as dívidas elevadas travam novas compras.

Em 2026, o investimento deve avançar de forma lenta, impulsionado por bens de capital. A taxa Selic em patamar contracionista modera o ritmo geral da economia.

No cenário externo, a balança comercial assegura suporte positivo das exportações líquidas. Contudo, o impulso será inferior ao previsto inicialmente pela pasta.

Para o triênio de 2028 a 2030, a estimativa fica em 2,6% ao ano. O patamar reflete reformas estruturais e transição para uma economia de baixo carbono.

As informações constam no Boletim Macrofiscal de setembro. O documento bimestral orienta o processo orçamentário federal com projeções de atividade e inflação.

O que é o PIB

  • Mede todos os bens e serviços finais produzidos no país em um ano;
  • Sua alta indica expansão econômica, enquanto a queda aponta retração;
  • O Banco Central estima alta de 2% para a economia neste ano;
  • O mercado financeiro projeta avanço de 2,16%;
  • No período anterior, a economia cresceu 2,3%.

Inflação

A projeção para a inflação de 2026 recuou de 5,1% para 4,9%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo apresentou resultados abaixo do esperado.

Alimentação no domicílio e serviços puxaram a baixa. A manutenção da Selic alta também contribui para conter o avanço dos preços.

Fatores como o clima foram considerados, embora o impacto maior na safra deva ocorrer no ciclo seguinte.

Para 2027, a inflação subiu de 3,6% para 3,8%, influenciada por pressões climáticas e cotações internacionais do petróleo.

FONTE/CRÉDITOS: Gabriela Pereira