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O Ministério da Saúde vai encaminhar à Conitec uma proposta para incorporar a PrEP injetável contra o HIV no SUS. A medida, anunciada pelo ministro Alexandre Padilha no Rio de Janeiro durante a 26ª Conferência Internacional sobre a aids, visa incluir o cabotegravir no sistema público para ampliar as opções de prevenção à infecção.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) analisará as evidências científicas, os custos e o impacto financeiro da medicação. Aprovado pela Anvisa em 2023, o cabotegravir é um antirretroviral de ação prolongada administrado a cada dois meses, diferente da profilaxia atual com comprimidos diários.
Durante a coletiva, Padilha explicou que o governo brasileiro também tentou negociar a compra do lenacapavir, opção injetável aplicada semestralmente. No entanto, a negociação com a farmacêutica Gilead não avançou devido aos altos valores do mercado internacional, que podem chegar a 25 mil dólares por paciente ao ano.
“Não aceitamos preços estratosféricos. Inovação sem acesso é injustiça. Vemos com muita esperança as novas tecnologias de medicamentos injetáveis, mas exigimos preços adequados”, declarou o ministro da Saúde.
Diferença entre HIV e aids
O HIV é o vírus que ataca o sistema imunológico. Se não for tratado adequadamente, pode evoluir para a aids, o estágio mais avançado da infecção. O tratamento antirretroviral contínuo permite controlar a carga viral até torná-la indetectável, impedindo a transmissão do vírus.
A transmissão ocorre por fluidos sexuais sem proteção, transfusões ou compartilhamento de seringas. Beijos, abraços, suor ou sexo com preservativo não transmitem o HIV. Atualmente, o SUS oferece testes rápidos e profilaxia pré-exposição (PrEP) em comprimido diário.
Apoio de entidades internacionais
O evento contou com a presença do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, e do diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa. Ambos destacaram que as novas tecnologias são essenciais para combater a epidemia.
Segundo Jarbas Barbosa, a meta é que cerca de dez países da região recebam antirretrovirais injetáveis até o fim de 2027. Já Ghebreyesus lembrou que mais de 41 milhões de novos casos acumulados foram registrados desde 2010, reforçando a importância do acesso democratizado aos tratamentos.
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