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As novas infecções por HIV e as mortes por Aids atingiram os menores patamares globais em 2025. O balanço foi divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids durante a abertura da 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada no Rio de Janeiro.
Apesar da queda histórica nos índices, a organização alerta que o progresso corre sérios riscos. A principal ameaça vem da escassez de financiamento voltado para as frentes de prevenção e tratamento em várias regiões do planeta.
Em escala global, foram contabilizados 1,2 milhão de novos diagnósticos do vírus, o que traduz uma retração de cerca de 40% em comparação com 2010. O total de óbitos associados à enfermidade no último ano fechou em 570 mil.
Contudo, 21 países registraram alta nos casos, incluindo o Brasil. Como resposta, o país ampliou em 41% a distribuição de remédios voltados para a prevenção da doença.
Fim da epidemia de Aids
Winnie Byanyima, diretora-executiva da Unaids, destacou que o encerramento da epidemia é um objetivo viável. O otimismo é impulsionado por inovações como a profilaxia pré-exposição injetável, capaz de proteger o organismo por até seis meses.
Contudo, a gestor reforçou que a inovação perde o sentido se não houver distribuição justa. Cerca de 20 milhões de indivíduos precisam de acesso à tecnologia de longa duração para atingir a meta de zerar a ameaça até 2030.
Para viabilizar essa meta, a prioridade é recompor os aportes financeiros internacionais. Dados mostram que os recursos do programa de assistência caíram 23%, prejudicando nações que dependem fortemente dessa ajuda externa.
Estigmatização
Outro obstáculo severo apontado pela Unaids é o aumento da discriminação contra populações vulneráveis. A criminalização de relações homoafetivas cresceu, alcançando 66 países no último período avaliado.
A diretora-executiva enfatizou que o medo da violência e do estigma afasta as pessoas dos centros de atendimento médico. Para conter o avanço do vírus, a garantia de direitos fundamentais é tratada como prioridade máxima.
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