Às vésperas do início do período conhecido como “defeso eleitoral”, diversos ministérios do governo Lula optaram por criar novos perfis em redes sociais. A medida visa garantir que as páginas sirvam exclusivamente à divulgação de informações oficiais de caráter público e de utilidade para a população.

Ministérios como o da Justiça e a Advocacia-Geral da União (AGU) já implementaram essa estratégia. Em comunicados oficiais, as pastas anunciaram a suspensão temporária de suas páginas habituais e a inauguração de novos canais de comunicação, que operarão entre 4 de julho e 25 de outubro.

Restrições da Justiça Eleitoral

Publicidade

Leia Também:

A resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que define o calendário eleitoral deste ano estipula que, a partir de 4 de julho, órgãos públicos devem remover de seus canais oficiais quaisquer conteúdos que possam identificar governos ou autoridades cujos cargos estejam em disputa no pleito.

Em resposta a essa determinação, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) emitiu orientações aos ministérios. A Secom sugeriu que a norma seja cumprida através do arquivamento de todas as publicações ou da desativação temporária dos perfis existentes.

Caso a opção seja pela suspensão temporária da página, a recomendação da Secom é a criação de um novo perfil. Esse novo canal deve concentrar-se unicamente na disseminação de conteúdos informativos e de prestação de serviços à cidadania, assegurando a conformidade com as regras eleitorais.

Orientações para Comunicação Institucional

As diretrizes da Secom estão detalhadas em uma cartilha elaborada para orientar os ministérios e outros órgãos da administração pública federal sobre as normas de comunicação institucional durante os três meses que antecedem as eleições.

O documento da Secom também especifica que os perfis oficiais devem abster-se de seguir candidatos, curtir publicações, comentar, compartilhar conteúdos ou marcar perfis de candidatos, a fim de evitar qualquer caracterização de propaganda eleitoral antecipada.

FONTE/CRÉDITOS: Carolina Nogueira