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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigue o vazamento sobre Lulinha no âmbito de um inquérito já existente. A apuração, instaurada para verificar o repasse indevido de dados sigilosos da Operação Sem Desconto, agora também abrangerá as informações vazadas relativas a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República.
A decisão atende a uma petição apresentada pela defesa, que apontou a divulgação não autorizada de diálogos mantidos com a lobista Roberta Luchsinger. Esse material integrava um procedimento instaurado no final de julho, sob responsabilidade do próprio ministro relator no STF.
Investigação focada nos custodiantes do sigilo
Com o novo direcionamento, os agentes da corporação deverão focar nos indivíduos que tinham o dever funcional de custodiar os documentos sigilosos. A intenção é descobrir como essas informações chegaram aos veículos de imprensa de maneira irregular, sem que haja abertura de um novo procedimento autônomo.
Em sua manifestação, André Mendonça destacou que há relação direta entre os novos fatos e o inquérito iniciado em fevereiro. Naquela ocasião, a PF começou a apurar fraudes na previdência no caso conhecido como Farra do INSS.
O magistrado fez questão de ressaltar que os profissionais de imprensa responsáveis pelas publicações não serão alvos das apurações. Ficou expressamente garantido o direito constitucional de preservação do sigilo da fonte na atividade jornalística.
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