Nesta quinta-feira (20/8), o candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou severamente seus adversários políticos durante uma sabatina realizada pelo SBT News, afirmando que desvios éticos devem ser punidos independentemente do espectro ideológico.

Críticas aos adversários e foco na ética

Ao ser questionado sobre suspeitas envolvendo familiares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ligações financeiras de aliados de Flávio Bolsonaro (PL), o postulante foi categórico. Ele destacou que "tanto faz roubar com a mão esquerda ou direita, é ladrão", reforçando que desvios minam a autoridade moral para combater o crime.

Interpelado sobre a possibilidade de estar intensificando suas investidas contra o adversário do PL, Caiado negou qualquer caráter pessoal nas declarações. O político pontuou que apenas exige transparência em relação a episódios criados pelo próprio oponente.

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Propostas para segurança e soberania nacional

No campo da segurança pública, o presidenciável defendeu a ampliação do poder legislativo dos governadores estaduais sobre crimes locais. Além disso, reiterou a necessidade de integração entre forças policiais da América do Sul para fortalecer o controle das fronteiras.

Caiado considerou "inadmissível" uma eventual intervenção dos Estados Unidos no combate ao narcotráfico no país. O candidato, que é médico ortopedista, ressaltou preferir investimentos em inteligência e tecnologia a muros físicos nas divisas, classificando essa última opção como "tratar fratura com bambu".

Economia e articulação política

Na área econômica, o representante do PSD pregou o fim do modelo primário-exportador, defendendo que o Brasil exporte produtos de maior valor agregado. Contudo, reconheceu que a transição para setores estratégicos, como a produção de semicondutores, não ocorrerá de forma mágica.

Por fim, abordando sua futura relação com o Congresso Nacional, Caiado sinalizou que a destinação de emendas parlamentares precisará priorizar as diretrizes e ações do governo federal.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio teixeira (Agência Estado)