O ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), declarou em junho deste ano que sua remuneração não condiz com a quantidade de processos analisados. O posicionamento foi externado no Fórum de Lisboa, em Portugal, e ganhou repercussão após a publicação de dados sobre os vencimentos do magistrado.

Durante sua trajetória de 18 anos na Corte, Campbell destacou ter ultrapassado a marca de 130 mil recursos julgados. Para o magistrado, esse esforço monumental valida o direito a um ganho financeiro superior pelo trabalho prestado ao país.

A polêmica ganhou força quando registros revelaram que o ministro recebeu R$ 141 mil em abril de 2026. O montante ultrapassa o teto constitucional estabelecido com base no subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Meses anteriores também registraram vencimentos acima do limite legal, impulsionados por verbas e vantagens do regime da magistratura. Em março, os ganhos somaram R$ 122 mil, enquanto em fevereiro chegaram a R$ 127 mil.

O debate sobre as regras salariais

A discussão ocorre logo após o STF fixar novas diretrizes para os pagamentos no setor público. A decisão reforçou o teto constitucional e limitou verbas indenizatórias adicionais.

Além de atuar no STJ, Campbell exerce a função de corregedor nacional de Justiça. No evento em Portugal, ele também pontuou as restrições impostas aos juízes devido às exigências da carreira.

FONTE/CRÉDITOS: Léo Carvalho