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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou nesta segunda-feira (14/9) que o relatório da PF apresentado pelo ministro André Mendonça foi produzido com auxílio de um órgão estrangeiro. Segundo o magistrado, o documento é nulo e visa interferir diretamente nas eleições brasileiras de 2026.

Em ofício encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, Moraes classificou a peça como "imprestável" devido à total quebra da cadeia de custódia. O documento tentava incriminar o ministro a partir de supostas mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Suspeitas de manipulação nos dados

Moraes destacou que os metadados do arquivo indicam que a abertura e a conclusão da análise ocorreram no mesmo dia nos computadores da corporação. Para o ministro, esse detalhe prova que o material foi "plantado" nos sistemas e não elaborado originalmente pelos peritos federais.

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Além disso, o magistrado ressaltou que o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado por Mendonça, pode ter sido uma manobra para inviabilizar a investigação sobre a procedência externa dos dados.

Apesar de apontar ilegalidades e edições subjetivas no material, Moraes enfatizou que o próprio levantamento não conseguiu encontrar nenhuma prática de infração penal cometida por ele.

Motivação político-eleitoral e vingança

Para o relator, a ofensiva representa uma retaliação por sua atuação na condenação dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado. A intenção seria desestabilizar o STF e favorecer determinado grupo político nas urnas.

Moraes também mencionou que a inclusão indevida do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nas apurações teve o objetivo de atingir a Casa Legislativa, responsável por analisar eventuais pedidos de impeachment contra integrantes da Suprema Corte.

A manifestação de 44 páginas atende ao prazo determinado por Fachin e antecede a sessão plenária extraordinária convocada para avaliar o episódio.

FONTE/CRÉDITOS: Madu Toledo