O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu neste sábado (18) a solicitação para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro encontra-se em prisão domiciliar, cumprindo pena de 27 anos e 3 meses por sua participação na tentativa de um golpe de Estado.

A defesa de Jair Bolsonaro havia apresentado o pedido de autorização para a visita de Milei, prevista para 25 de julho, data em que o líder argentino estará no Brasil para a convenção nacional do Partido Liberal (PL).

Na decisão proferida no sábado, Moraes considerou o pedido de visita prejudicado. Isso se deu em decorrência da suspensão determinada na sexta-feira (17) de todas as visitas ao ex-presidente por um período de 30 dias, com exceção das visitas de advogados e profissionais de saúde.

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Esta restrição foi imposta após a divulgação, por parte do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, de uma carta escrita por Jair Bolsonaro nas redes sociais.

Alexandre de Moraes avaliou que o ex-presidente violou uma das condições estabelecidas para o cumprimento da pena em regime domiciliar: a proibição de acesso e uso de redes sociais.

A alegação da defesa de Bolsonaro, de que ele desconhecia a publicação da carta por Flávio, foi refutada por Moraes. Anteriormente, o ministro já havia restringido por 90 dias as visitas do senador ao pai, medida que foi mantida na sexta-feira.

Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado pela Primeira Turma do STF. Ele foi considerado culpado por liderar uma articulação para um golpe de Estado, envolvendo figuras civis e militares de seu governo.

Inicialmente detido em regime fechado, o ex-presidente teve sua prisão domiciliar humanitária concedida devido a questões de saúde e após uma internação hospitalar de urgência.

Atualmente, Bolsonaro cumpre sua pena em sua residência em Brasília.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil