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A morte de bebê no DF levantou questionamentos sobre a rede de proteção à infância após a pequena Alice Fraga Delgado de Oliveira, de apenas 1 ano e 3 meses, falecer em 25 de outubro vítima de agressões em Samambaia, três dias depois de a Justiça negar o seu afastamento da família.
O laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a criança apresentava múltiplas lesões antigas e recentes, com fraturas em cicatrização. A perícia concluiu que a causa da morte foi politraumatismo e hemorragia aguda provocados por ação contundente, evidenciando um histórico de maus-tratos recorrentes.
Justiça negou medida protetiva
Em 22 de outubro, o Conselho Tutelar de Samambaia havia solicitado com urgência o recolhimento de Alice do convívio familiar. No entanto, o juiz Alexandre Pamplona Tembra indeferiu a solicitação. O pedido foi formalizado depois que profissionais de saúde identificaram suspeitas de agressão durante um atendimento no Hospital Regional de Taguatinga (HRT).
Histórico de internações hospitalares
Alice passou por três internações ao longo de seus 15 meses de vida, sendo uma delas por traumatismo cranioencefálico. Mesmo diante de notificações hospitalares prévias e da atuação dos conselheiros, a menina permaneceu com os responsáveis. No dia 25 de outubro, ela deu entrada desacordada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, mas não resistiu.
Padrasto foi preso pela Polícia Civil
Na sexta-feira (6/11), agentes da 32ª Delegacia de Polícia prenderam João Carlos Pereira da Costa, de 23 anos, padrasto da menina. Ele é apontado pelas investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como o principal suspeito das agressões. A comunidade local e a família cobram esclarecimentos sobre as falhas na rede de proteção.
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