O ambulante Wellington Tavares Gomes Cardoso teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva após ser acusado de aplicar o golpe da maquininha em um turista francês na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro. A decisão, solicitada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ocorreu após a audiência de custódia nesta terça-feira, 21 de julho, em decorrência de um incidente no domingo, 19 de julho.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) informou que o turista francês procurou as autoridades após ser vítima da fraude. Ele relatou que o ambulante ofereceu duas caipirinhas de morango, com um preço combinado de R$ 80.

Contudo, no instante do pagamento, o vendedor afirmou aceitar somente cartão de crédito, recusando dinheiro em espécie. Pouco depois da transação, o estrangeiro percebeu uma cobrança de R$ 8.246,40 em seu extrato, além de duas tentativas de débito recusadas que, juntas, somariam mais de R$ 20 mil.

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A PCERJ classificou o incidente como um típico golpe da maquininha, modalidade de fraude em que criminosos utilizam terminais de pagamento adulterados. O objetivo é cobrar valores exorbitantes e não autorizados, muito acima do preço acordado com a vítima.

Com base na descrição fornecida pelo turista, a polícia iniciou imediatamente as buscas pelo suspeito. Policiais civis da Delegacia de Atendimento ao Turismo (Deat) conseguiram localizar e prender Wellington Tavares Gomes Cardoso ainda no domingo à tarde, sob acusação de estelionato.

Na audiência de custódia, realizada na terça-feira, 21 de julho, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, argumentando a necessidade da medida.

Em nota, o MPRJ informou que o Juízo acatou o pedido, ressaltando a vulnerabilidade específica do turista estrangeiro. A medida foi considerada essencial para prevenir novas ações criminosas e garantir a correta investigação dos fatos.

Wellington Tavares Gomes Cardoso já possuía antecedentes criminais por furto e porte de drogas. A Deat continua suas ações de inteligência e fiscalização para combater eficazmente este tipo de crime, protegendo tanto turistas quanto moradores do Rio de Janeiro.

FONTE/CRÉDITOS: Caio Ramos