A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) iniciou uma investigação detalhada sobre a intoxicação de enfermeiros e outros profissionais de saúde no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), ocorrida na manhã desta terça-feira (21/7). A 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria) apreendeu diversos objetos, incluindo a cafeteira e o pote de café, que foram utilizados pelos servidores afetados.

Todo o material recolhido foi imediatamente encaminhado para análise pericial. A expectativa é que os resultados sejam divulgados em até 30 dias, prazo crucial para a elucidação das causas da intoxicação. A perícia técnica é vista como etapa fundamental.

Segundo Alexander Traback, delegado-chefe da 33ª DP, o consumo de café é o único elo comum identificado até agora entre todos os servidores que manifestaram os sintomas. Essa constatação direciona grande parte dos esforços investigativos.

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O delegado Alexander Traback ressaltou que todos os 12 servidores consumiram o mesmo café. Dez deles manifestaram sintomas ainda no hospital, exigindo atendimento e internação. Os outros dois, que já haviam encerrado seus turnos, foram ouvidos e realizaram exames, mas não precisaram ser internados.

A presidente do Iges-DF informou que os técnicos de enfermagem envolvidos no incidente passam bem e não apresentam mais efeitos colaterais decorrentes da suposta intoxicação. Este desfecho tranquiliza sobre a saúde imediata dos profissionais.

A principal hipótese investigada é a de que alguma substância psicotrópica foi adicionada intencionalmente ao café. Para confirmar essa suspeita, todos os 12 profissionais foram submetidos a exames toxicológicos. Contudo, os resultados definitivos dessas análises laboratoriais mais complexas também devem demorar cerca de 30 dias para serem concluídos.

Em um primeiro momento, exames preliminares já descartaram a presença de substâncias de detecção imediata, como o THC, princípio ativo da maconha, conforme informado pelo delegado. Isso sugere a busca por compostos mais complexos ou menos comuns.

Traback esclareceu que o café era trazido pelos próprios funcionários e armazenado em um recipiente que ficava na unidade desde o plantão anterior. Embora o preparo tenha ocorrido na manhã da terça-feira, o pó de café já estava no local e não foi aberto naquele dia específico.

A polícia revelou que a pessoa encarregada de preparar a bebida também está entre os intoxicados. A principal teoria aponta para uma possível adulteração no recipiente onde o pó de café era armazenado, uma linha de investigação que será aprofundada tanto pela perícia quanto pela Polícia Civil.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio teixeira / Metrópolis