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A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Luziânia, efetuou nesta terça-feira (22/09) a prisão preventiva de uma jovem de 18 anos. Ela é investigada por utilizar inteligência artificial para disseminar conteúdos difamatórios contra seu ex-companheiro nas redes sociais.

De acordo com o inquérito, a suspeita inconformada com o término do relacionamento gerou diversos arquivos falsificados envolvendo a vítima e seus familiares. Os materiais incluíam áudios distorcidos simulando ofertas de prostituição, os quais foram veiculados em perfis falsos na internet.

Impacto na vida da vítima

O delegado Roni Loureiro, titular do Geic, explicou que a autora utilizou plataformas como TikTok, Instagram e Facebook para propagar as mentiras. A repercussão do caso foi tão grave que o homem acabou perdendo o emprego após o material alcançar colegas de trabalho.

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Para desvendar o esquema de crime cibernético, os investigadores recorreram a análises telemáticas e solicitações enviadas a operadoras de telefonia e provedores de aplicativos, confirmando a autoria das fraudes.

Desrespeito às ordens judiciais

Mesmo após ser alvo de mandados de busca e apreensão em agosto e cumprir medidas cautelares, a jovem adquiriu um novo chip de celular em setembro. Com isso, ela retomou a criação de perfis falsos para continuar as agressões virtuais.

O ponto mais grave da investigação foi a identificação de um vídeo manipulado envolvendo uma criança, no qual a suspeita tentava incriminar falsamente a vítima por abuso.

Diante da reiteração delitiva e da gravidade das condutas, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva, prontamente acatada pelo Poder Judiciário. Agora, a mulher permanece à disposição da Justiça para responder pelos seus atos.

FONTE/CRÉDITOS: Gláucio Teixeira