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A interferência estrangeira nas eleições tem se tornado um desafio real para o Brasil, pois atores externos conseguem influenciar o pleito por meio de redes sociais, algoritmos e conteúdos gerados por inteligência artificial.

O governo federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já monitoram esses riscos.

Relatórios apontam que contas operadas de fora do país tentam direcionar mensagens ao eleitorado.

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Essa articulação digital opera sem a necessidade de presença física em território nacional.

Em setembro, testes realizados com ferramentas de inteligência artificial demonstraram falhas na moderação de plataformas digitais.

Anúncios falsos contendo desinformação foram aprovados para veiculação direcionada ao público do Brasil.

O cenário internacional também acende alertas importantes para as democracias modernas.

A Assembleia Geral das Nações Unidas e a Unesco já destacaram como campanhas digitais facilitam investidas de outros países.

Na Romênia, por exemplo, a Corte Constitucional anulou um pleito após comprovar o uso de tecnologias e financiamento externo.

No cenário interno, partidos políticos acionaram o STF e o TSE após publicações pagas ligadas ao exterior circularem no país.

As investigações buscam rastrear recursos e identificar possíveis violações às leis eleitorais brasileiras.

A legislação proíbe recursos estrangeiros e o abuso de poder econômico nas campanhas.

Portanto, garantir a integridade do ambiente informacional é crucial para proteger a soberania nacional.

O desafio para os próximos pleitos é assegurar que a vontade do eleitor prevaleça sem manipulações externas.

FONTE/CRÉDITOS: Otto Valle