A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre um potencial aumento de 70% nos casos de câncer globalmente até 2050. Segundo um relatório recém-divulgado, a expectativa é que os diagnósticos anuais saltem de 20,6 milhões em 2024 para 35 milhões nas próximas décadas. O estudo da OMS também estima que 92% da população mundial poderá ser impactada pela doença, seja recebendo um diagnóstico ou prestando assistência a familiares próximos.

O envelhecimento populacional e a persistência de fatores de risco associados ao estilo de vida são apontados pela OMS como os principais impulsionadores desse crescimento. A entidade ressalta que uma em cada cinco pessoas tem probabilidade de desenvolver algum tipo de câncer ao longo da vida. Contudo, o relatório também evidencia que quase 40% dos novos casos poderiam ser prevenidos através da adoção de hábitos saudáveis e da redução da exposição a fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade e certas infecções.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, descreveu o câncer como uma crise global que demanda respostas mais ágeis e um acesso ampliado aos serviços de saúde. Ele enfatizou a disparidade significativa entre países no diagnóstico e tratamento da doença, com nações de alta renda apresentando maiores taxas de sobrevivência em comparação com países mais pobres, que enfrentam desafios no acesso a exames, medicamentos e terapias especializadas.

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Investir em prevenção e controle do câncer demonstra ser economicamente vantajoso para os sistemas de saúde, de acordo com o relatório. A OMS calcula que cada dólar investido em ações preventivas pode gerar um retorno de US$ 9,50, auxiliando na redução de custos com tratamentos e perdas econômicas decorrentes de mortes prematuras e afastamentos do trabalho.

Especialistas consultados pela OMS atribuem o aumento projetado dos casos principalmente ao envelhecimento da população e à crescente prevalência da obesidade, além de fatores como dieta inadequada, sedentarismo, poluição e infecções. Paralelamente, destacam que os avanços em exames e tratamentos têm melhorado as taxas de sobrevivência, transformando o câncer em uma condição cada vez mais gerenciável quando diagnosticada precocemente.

FONTE/CRÉDITOS: Jornal Democrático