A recente divulgação de investigações da Polícia Federal sobre repasses financeiros da lobista Roberta Luchsinger ao ex-assessor de Lula, Marco Aurélio Santana, gerou intensas divergências no Palácio do Planalto sobre a permanência do aliado na equipe da campanha presidencial.

Integrantes da ala política do governo defendem que o ex-chefe de gabinete, conhecido como Marcola, seja afastado das atividades eleitorais até esclarecer as movimentações. Esse grupo avalia que a manutenção do assessor pode desgastar a imagem da gestão e servir de munição para a oposição.

Resistência interna e direito de defesa

Por outro lado, interlocutores do PT rejeitam o afastamento imediato. Eles destacam que o auxiliar conta com a estrita confiança do presidente e ressaltam a importância de assegurar o amplo direito de defesa antes de qualquer tomada de decisão.

Publicidade

Leia Também:

A investigação apura transferências de recursos ligadas a investigados no caso conhecido como "Careca do INSS". Nos bastidores, a expectativa é de que o presidente mantenha a postura de afirmar que a Polícia Federal tem total autonomia para apurar eventuais irregularidades.

Defesa nega irregularidades

Em nota oficial, Marco Aurélio Santana afirmou ter recebido a notícia com surpresa e negou qualquer conduta ilícita durante a sua trajetória pública. O ex-assessor declarou que as movimentações citadas referem-se a um empréstimo estritamente pessoal, o qual já foi quitado.

FONTE/CRÉDITOS: Milena Teixeira