A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova etapa da Operação Sem Desconto para investigar a suspeita de desvios no INSS por meio de descontos indevidos em benefícios, além de lavagem de dinheiro, com mandados cumpridos no Distrito Federal e no Maranhão.

A ofensiva foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) está entre os alvos investigados no processo.

Movimentações financeiras suspeitas

Segundo a PF, a apuração identificou fortes indícios de movimentações financeiras atípicas efetuadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e transações em espécie.

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Em relatório enviado ao STF, os investigadores apontam que o parlamentar atuaria diretamente cobrando pagamentos, acompanhando repasses e orientando decisões patrimoniais do grupo.

A apuração também destaca a participação do advogado Willer Tomaz de Souza como figura central da organização. Ele estaria ligado a empresas, aeronaves, imóveis e operadores financeiros.

Relação com familiares e valores apurados

Entre os alvos da operação estão familiares do congressista, empresários e escritórios de advocacia. A esposa de Weverton Rocha, Samya Rocha, teria recebido mais de R$ 11 milhões de empresas ligadas a Willer Tomaz.

Ao fundamentar a decisão, o ministro André Mendonça ressaltou que as provas apresentadas superam meras conjecturas, destacando a existência de correlação temporal entre comunicações, aportes e cobranças.

As autoridades continuam as diligências para esclarecer a origem, a destinação dos recursos e individualizar as condutas dos envolvidos. A Agência Brasil informou que aguarda a manifestação dos citados.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil