A Polícia Civil de Goiás cumpriu um mandado de busca e apreensão contra uma jovem de 18 anos investigada por perseguição virtual e uso ilícito de tecnologia em Luziânia. A ação do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) apura ofensas repetitivas iniciadas em outubro de 2025 contra uma mulher e a família dela.

Investigação e crimes apurados

O inquérito policial aponta a prática de condutas como stalking, difamação, injúria, ameaça, falsa identidade e violência psicológica. Segundo os investigadores, a suspeita utilizava identidades falsas no TikTok, Instagram e Facebook, usando nomes e fotos de parentes da vítima para disseminar ataques de teor ofensivo e sexual.

Uso de inteligência artificial e adulteração

As análises técnicas revelaram um padrão avançado de assédio. A investigada recorreu a recursos de inteligência artificial para manipular áudios e clonar a voz da vítima, além de confeccionar montagens degradantes. Sempre que uma conta era bloqueada, novas páginas eram abertas para dar continuidade aos ataques.

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A autoria do crime foi confirmada após o rastreamento dos vestígios digitais deixados durante os acessos. Com base nas provas, a 4ª Vara das Garantias autorizou a busca no endereço da investigada, localizado no bairro Parque Alvorada I, onde equipamentos eletrônicos foram apreendidos para perícia.

Medidas cautelares e risco de prisão

Além das buscas, o Poder Judiciário determinou medidas cautelares severas. A jovem está proibida de manter qualquer tipo de contato com as vítimas ou criar novos perfis na internet. O descumprimento de qualquer uma das regras resultará na decretação imediata de sua prisão preventiva.

Em nota, a Polícia Civil alertou que ações no ambiente cibernético deixam rastros e que o suposto anonimato nas redes não impede a responsabilização criminal dos autores.

FONTE/CRÉDITOS: Jornal Democrático