O Partido Progressistas (PP) anunciou que adotará uma postura de neutralidade na eleição presidencial, inviabilizando a indicação da senadora Tereza Cristina (MS) como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A resolução foi confirmada pela cúpula da sigla após consulta prévia aos diretórios estaduais, descartando a realização de uma Convenção Nacional.

Impacto na chapa do PL e articulações políticas

A definição frustrou os acertos prévios consolidados entre os parlamentares. Poucos minutos antes do posicionamento oficial do PP, Flávio Bolsonaro havia afirmado a jornalistas, em seu comitê no Ibirapuera, que a ex-ministra da Agricultura tinha aceitado o convite para compor sua candidatura.

A escolha de Tereza Cristina enfrentava forte apelo do agronegócio e do governador paulista Tarcísio de Freitas. No entanto, lideranças regionais do PP expressaram receio de que um alinhamento formal prejudicasse palanques estaduais em regiões onde o eleitorado é majoritariamente favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Corrida contra o tempo para a escolha da vice

Com o encerramento do prazo eleitoral estipulado para 5 de agosto, a campanha de Flávio Bolsonaro corre contra o tempo para definir um nome. Além da senadora, a economista Daniela Marques (Republicanos) também integra a lista de cotadas, embora tampouco conte com o apoio oficial de sua legenda.

FONTE/CRÉDITOS: Fernando Henrique - Estágio DM