O Partido dos Trabalhadores (PT) peticionou neste domingo (26/7) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para denunciar o descumprimento das medidas cautelares de Bolsonaro. A sigla afirma que a exibição de um vídeo gerado por inteligência artificial durante a convenção partidária do PL afronta as determinações impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Acontecimentos na convenção do PL

O recurso apresentado ao STF destaca que o material audiovisual em questão foi veiculado no evento que oficializou o nome de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. De acordo com a representação jurídica do PT, a produção e veiculação do conteúdo violam a vedação explícita de propagação de manifestos de cunho político-eleitoral, inclusive quando veiculados por intermediários.

Argumentação jurídica do recurso

Os juristas que representam o PT sustentam que a transmissão ao vivo do discurso sintetizado por computador desrespeita a decisão proferida por Moraes em 17 de julho. Naquela oportunidade, embora tenha indeferido o retorno do ex-presidente à prisão, o magistrado restringiu de forma severa a sua comunicação pública.

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Na petição, a defesa do partido estabelece uma comparação direta entre a exibição da gravação e a divulgação anterior da "Carta aos Brasileiros" nas redes sociais de Flávio Bolsonaro. Ambos os episódios teriam a mesma finalidade eleitoral e caráter público, visando mobilizar a base de apoiadores do ex-mandatário.

Impacto e alcance da transmissão

A peça jurídica reforça que a transmissão alcançou milhares de militantes presencialmente e um número incalculável de eleitores pelas plataformas digitais do PL e de Flávio Bolsonaro no YouTube, além do destaque na imprensa nacional. Por conta disso, a legenda classifica a conduta como reincidente e de elevada gravidade.

Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes, encarregado da relatoria da execução penal, não proferiu despacho sobre a provocação do partido.

FONTE/CRÉDITOS: Pablo Giovanni