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Os rodoviários do município do Rio de Janeiro deflagraram uma greve por tempo indeterminado a partir da madrugada desta segunda-feira (29), após decisão em assembleia realizada no domingo (28). A paralisação visa pressionar por uma série de reivindicações, principalmente de cunho salarial e de condições de trabalho, impactando os aproximadamente 32 milhões de passageiros que utilizam o transporte público da capital fluminense mensalmente, conforme dados do Rio Ônibus.
Diante da iminente interrupção do serviço, a Justiça do Trabalho interveio, determinando a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em circulação para cada linha e itinerário durante todo o período da greve. Em caso de desobediência, foi estabelecida uma multa diária de R$ 50 mil, a ser aplicada individualmente a cada entidade sindical envolvida, como o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Município do Rio (Sintrucad-Rio) e o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus).
Esta decisão liminar foi proferida pelo Tribunal Regional da 1ª Região (TRT) no âmbito de um dissídio coletivo, buscando equilibrar o direito de greve com a garantia do serviço essencial à população.
Enquanto a greve afeta os ônibus convencionais, o sistema BRT operará normalmente, seguindo o plano operacional regular de dias úteis. Vale ressaltar que o governo do estado e a prefeitura do Rio decretaram ponto facultativo para esta segunda-feira, mas a medida se deve ao jogo do Brasil contra o Japão, marcado para as 14h, e não está relacionada à paralisação dos rodoviários.
A prefeitura do Rio de Janeiro informou que está monitorando a situação de perto e que “adotará as medidas necessárias para reduzir os impactos à população e garantir o direito de ir e vir dos cariocas”, buscando minimizar os transtornos causados pela paralisação.
As reivindicações da categoria
Entre as principais demandas dos rodoviários, destacam-se a mudança da data-base da categoria para 1º de março e reajustes salariais significativos: R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e R$ 4 mil para os demais. Além disso, a pauta inclui o fim dos contratos temporários, um tíquete-alimentação de R$ 1.000,00, a adoção de uma jornada de trabalho de 5x2, a manutenção do passe livre, indenização pelo tempo de 30 minutos destinado ao almoço, e a oferta de planos de saúde e odontológico.
A contraproposta dos empresários
Por sua vez, a proposta apresentada pelos empregadores, que foi integralmente recusada pelos rodoviários, previa a reposição inflacionária baseada no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,39%. Com isso, o piso salarial para motoristas subiria de R$ 3.420 para R$ 3.570, e para os condutores de ônibus articulados, de R$ 4.104,18 para R$ 4.285,35. O auxílio-alimentação também seria reajustado, passando de R$ 660 para R$ 689.
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