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O pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) gerou controvérsia ao publicar um vídeo em suas redes sociais no último domingo (28/6) com críticas ao ex-líder do governo federal no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), mas acabou inadvertidamente criando atrito com a Prefeitura de Salvador. O motivo foi o uso de imagens de um funcionário municipal na peça de campanha, visando atacar o esquema do Credcesta, o que incomodou a gestão soteropolitana.
Especificamente, uma das cenas do vídeo, que focava em criticar o cartão de benefício consignado Credcesta – um serviço conhecido por suas altas taxas de juros e emitido pelo Banco Master –, mostrava um funcionário da administração municipal de Salvador.
A questão central reside no fato de que o município de Salvador é atualmente governado por Bruno Reis (União Brasil), um aliado político de ACM Neto, ambos notórios adversários do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia. A veiculação do vídeo causou desconforto na equipe da prefeitura, que expressou preocupação em ter sua gestão indevidamente associada ao escândalo em questão.
O polêmico esquema do Credcesta teve origem após a privatização da antiga rede de supermercados estatal Cesta do Povo, ocorrida durante a gestão de Rui Costa (PT) como governador da Bahia. Essa transição permitiu que o Credcesta operasse, com exclusividade, o cartão de benefícios para mais de 400 mil servidores públicos baianos.
O produto financeiro oferecia empréstimos com desconto direto na folha de pagamento dos servidores, uma prática que eliminava o risco de inadimplência. Contudo, no momento da contratação, o valor descontado correspondia apenas ao mínimo da fatura, resultando na aplicação de juros rotativos considerados abusivos sobre o saldo remanescente.
Jaques Wagner figura entre os investigados pela Polícia Federal. A apuração revelou trocas de mensagens entre o político e Augusto Ferreira Lima, proprietário do Credcesta e ex-sócio de Daniel Vorcaro, este último também sob investigação por uma fraude bancária de bilhões de reais.
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