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A cantora Salma Jô descobriu ainda mais a força de suas composições ao estrear sua carreira solo em Portugal. Direto do exterior, a artista avalia que sua identidade artística permanece sólida junto ao público que a acompanha desde a época da banda Carne Doce.

Referência na música alternativa nacional, o grupo goiano entrou em pausa recentemente após construir uma discografia marcante. Entre os álbuns lançados estão trabalhos aclamados como o homônimo de 2014, Princesa e o derradeiro Cererê, consolidando a presença do quinteto em grandes festivais.

Agora, a musicista busca voos internacionais. Em agosto, ela lançou o single Hotel nas plataformas digitais e já programa um álbum completo para o próximo ano, marcando uma transição importante para o universo do indie eletrônico.

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Em entrevista, a compositora detalha os desafios de assumir a produção musical e tocar novos instrumentos, além de projetar suas expectativas para o mercado europeu e os próximos passos na estrada.

Novos rumos na Europa

Diário da Manhã – Como você avalia a estreia da sua turnê solo em Portugal e o que representa levar esse novo trabalho para feiras de negócios em Lisboa e Coimbra?

Salma Jô – É uma oportunidade muito importante de criar vínculos em Portugal e favorecer a produção de mais turnês por aqui nos próximos anos, ampliando o alcance da minha música. Também espero aprender táticas novas, conhecer as tendências e compreender melhor o mercado europeu.

Diário da Manhã – Como tem sido esse início de carreira solo depois da pausa da Carne Doce?

Salma Jô – É um desafio, pois eu estava confortavelmente acompanhada de uma banda incrível e agora estou pela primeira vez tocando instrumentos e produzindo as músicas, mas estou animada. É um momento para aprender e experimentar.

Sonoridade e o primeiro álbum

Diário da Manhã – O que você espera apresentar ao público com o novo disco previsto para o próximo ano?

Salma Jô – Estou me aventurando nesse universo do indie eletrônico, aprendendo a criar com o synth. Na sonoridade, vai ser mais essa energia dançante, crua e melancólica. Nas letras, mantenho minha identidade: confessionais, sensuais e diretas.

Diário da Manhã – O que você descobriu sobre si mesma durante esse processo?

Salma Jô – Descobri ainda mais a força das minhas letras e percebi que sei mais sobre dinâmica e timbres do que imaginava, desenvolvendo também minha capacidade como produtora musical.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Online