Walison Ascanio Tito, de 31 anos, preso pelo assassinato do advogado e estudante de veterinária Luciano Milo de Carvalho, de 27 anos, ocorrido na manhã do último domingo (10), revela um passado marcado por violência e uma acusação de homicídio brutal que acabou arquivada. Apesar de ter sido detido e processado anteriormente por um crime cometido com facadas e pedradas, a falta de provas levou ao encerramento do caso pela Justiça, sem que houvesse punição.

O primeiro delito, ocorrido em outubro de 2018 na cidade de Ouro Verde, nas proximidades de Anápolis, envolveu Walison e dois cúmplices, Davi Ferreira Paulik e Max Ramon da Silva. Segundo a denúncia do Ministério Público, o trio planejou uma emboscada fatal contra Lucas Rafael Silva de Castro.

Após executarem o jovem com pedradas e facadas, os acusados teriam ocultado o corpo da vítima dentro de seu próprio automóvel, um Honda Civic, e o abandonado na área rural do município de Petrolina de Goiás. A família de Lucas suspeitava que o principal objetivo dos criminosos era o roubo do veículo.

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Embora o assassinato tenha ocorrido em 2018, o sistema judiciário levou quatro anos para aceitar a denúncia do Ministério Público, o que só se concretizou em junho de 2022. Posteriormente, em junho de 2025, a juíza Lígia Nunes de Paula encerrou o processo, determinando seu arquivamento. A justificativa da magistrada foi a insuficiência de provas concretas para incriminar Walison e seus dois supostos cúmplices.

Inconformados com o veredito, o Ministério Público e a defesa da família de Lucas recorreram da sentença. Contudo, em uma deliberação recente, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) confirmou a decisão da juíza. O tribunal optou pela "impronúncia" dos acusados, um termo jurídico que, na prática, encerra o processo devido à ausência de indícios e testemunhos robustos.

Após ser liberado da acusação pela morte de Lucas devido ao arquivamento, Walison permaneceu em liberdade até o último domingo, quando foi novamente detido, desta vez como principal suspeito pelo assassinato do advogado Luciano Milo. Atualmente, a polícia concentra esforços em coletar todas as evidências necessárias, visando evitar que este novo caso tenha o mesmo desfecho do anterior.

FONTE/CRÉDITOS: Diário Goianiense