Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, contraventor e patrono da Acadêmicos do Salgueiro, é o principal alvo da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (2/7). A ação busca aprofundar investigações sobre o suposto vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho, além de apurar lavagem de dinheiro envolvendo o jogo do bicho e a Máfia do Cigarro no Rio de Janeiro.

O bicheiro mantém uma ligação direta com a tradicional escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, onde assumiu o posto de patrono em março de 2024. Sua chegada à agremiação gerou repercussão no cenário carnavalesco carioca.

Pouco após o Carnaval daquele ano, a Salgueiro divulgou uma nota oficial detalhando o papel de Adilsinho. O comunicado enfatizou que ele “desempenhará um papel fundamental na retomada das atividades esportivas na Vila Olímpica da agremiação”.

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Além disso, a escola destacou que o novo patrono oferecerá “suporte essencial às iniciativas sociais que beneficiam a comunidade salgueirense”, reforçando seu compromisso com projetos sociais na região.

A influência de Adilsinho no universo do samba se estende para além da Salgueiro, já que ele é primo de Helinho de Oliveira, presidente de honra da Acadêmicos do Grande Rio.

Operação da Polícia Federal

Esta fase da Operação Unha e Carne teve como alvos o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho, que já se encontrava preso, e o pastor Márcio Poncio. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão.

Conforme apurado pela coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, o pastor Márcio Poncio foi detido na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Seu nome apareceu em registros relacionados à Máfia do Cigarro, descobertos durante uma apreensão anterior contra Adilsinho.

A Polícia Federal informou que o objetivo desta etapa da operação é investigar indícios de lavagem de dinheiro ligados ao “paco”, termo utilizado para se referir à nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. A apuração também busca identificar possíveis ramificações e conexões com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo.

A origem desta nova fase da investigação remonta à apreensão de listas em posse de Adilsinho. Esses documentos continham registros que indicariam supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e uma contabilidade complexa, associada à lavagem de dinheiro da Máfia do Cigarro.

FONTE/CRÉDITOS: Juliana Barbosa