Por Alex Blau Blau

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O Agosto Dourado vai além da conscientização sobre os benefícios do leite materno. A campanha também abre espaço para discutir condições que garantam às mulheres o exercício da maternidade sem que isso represente abrir mão de oportunidades profissionais, educacionais ou sociais.

No Distrito Federal, uma dessas garantias está prevista na Lei nº 6.460, de 2019, de autoria do deputado distrital Robério Negreiros. A norma assegura às candidatas lactantes o direito de amamentar seus filhos durante a realização de provas ou etapas de concursos públicos promovidos pela administração pública do DF.

A legislação alcança mães de crianças de até seis meses de idade e estabelece procedimentos para que a amamentação aconteça durante o período da prova. A iniciativa permite que a maternidade seja conciliada com a busca por uma vaga no serviço público.

Em pleno Agosto Dourado, a norma ganha simbolismo especial ao mostrar que o incentivo ao aleitamento também passa pela criação de mecanismos que assegurem às mães condições para continuar amamentando em diferentes situações da vida cotidiana.

Direitos que alcançam mães e filhos

A proteção à maternidade aparece em outras iniciativas de Robério Negreiros. A Lei nº 6.188, de 2018, estabeleceu prioridade para filhos de mães trabalhadoras no acesso às vagas em creches da rede pública do Distrito Federal.

Já a Lei nº 5.914, de 2017, garante prioridade na matrícula ou transferência escolar de crianças e adolescentes quando a mãe é vítima de violência doméstica ou familiar e precisa mudar de endereço por questões de segurança.

A medida busca evitar que a necessidade de afastamento do agressor provoque uma segunda dificuldade para a família, garantindo maior continuidade da vida escolar dos filhos.

A defesa das mulheres também aparece em legislação que fortalece campanhas educativas permanentes contra o assédio, o preconceito de gênero e práticas discriminatórias ou violentas, ampliando os instrumentos de conscientização e prevenção no Distrito Federal.

Olhar especial para as mães atípicas

Nos últimos anos, as demandas das chamadas famílias atípicas também passaram a ocupar espaço nas iniciativas apresentadas pelo parlamentar.

Entre elas está a proposta de criação da Carteira de Identificação da Mãe Atípica do Distrito Federal, a CIMA DF. O objetivo é reconhecer mulheres responsáveis pelos cuidados contínuos de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras e outras condições que demandam acompanhamento permanente.

A iniciativa busca dar visibilidade a uma rotina marcada, muitas vezes, por acompanhamento médico, terapias, deslocamentos e dedicação integral aos filhos ou dependentes.

Outra frente é o programa DF Mãe Autônoma, proposta direcionada especialmente às mães solo. A iniciativa prevê ações relacionadas à qualificação, geração de renda, empreendedorismo e inclusão produtiva, buscando ampliar a autonomia financeira dessas mulheres.

Proteção em diferentes fases da maternidade

Da amamentação ao acesso à creche, da proteção dos filhos de vítimas de violência ao reconhecimento das mães atípicas, as iniciativas formam uma trajetória legislativa que coloca Robério Negreiros entre os parlamentares que têm dedicado parte de sua atuação à defesa das mulheres, das crianças e das famílias no Distrito Federal.

O Agosto Dourado reforça justamente essa dimensão. Incentivar o aleitamento materno não significa apenas falar sobre seus benefícios. Significa também criar condições para que a mulher possa amamentar, trabalhar, estudar, buscar oportunidades e cuidar dos filhos com seus direitos preservados.

Nesse contexto, garantir a uma mãe o direito de amamentar o bebê durante um concurso público representa mais do que uma facilidade prevista em lei. É reconhecer que maternidade e oportunidade podem caminhar juntas.