A jovem Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, usou as redes sociais para detalhar os abusos sofridos durante os cinco dias em que foi mantida em cativeiro em Goiás, na cidade de Águas Lindas. Resgatada pela Polícia Militar na última sexta-feira (21), ela relatou ter sido dopada e amarrada a uma cama pelo ex-companheiro, Aílton Rodrigues.

Em vídeo publicado no domingo (23), Emiliane exibiu ferimentos visíveis e afirmou ter sido forçada a ficar em contato com um pano encharcado de ácido. Segundo a vítima, a substância química causou queimaduras nos lábios e no interior da boca, além de provocar dificuldades de deglutição e lesões nos olhos.

Durante o período de cárcere privado, a jovem era obrigada a ingerir medicamentos tranquilizantes e permanecia presa por pernas, braços e pescoço. Suas mãos eram soltas apenas uma vez ao dia para alimentação. No local, a polícia apreendeu alimentos, água, algemas, cordas, fita adesiva e uma pistola.

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Suspeito preso e investigações

Aílton Rodrigues foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça no sábado (22). De acordo com a Polícia Civil, o investigado confessou ter dopado Emiliane com clonazepam para levá-la ao imóvel, que teria sido alugado com a finalidade específica de ser usado como cativeiro.

O desaparecimento da jovem ocorreu no dia 17, após uma conversa sobre a guarda dos filhos do casal, separados desde dezembro. As equipes policiais encontraram a vítima após arrombarem a porta da residência. A defesa de Aílton alegou ser prematuro tirar conclusões e contestou a validade de declarações obtidas fora das formalidades legais.

Histórico de violência

Após receber alta hospitalar, Emiliane retornou para casa e relatou tentar ocultar as marcas de violência dos filhos pequenos. A vítima revelou ainda às autoridades que já havia sofrido agressões anteriores durante o relacionamento de seis anos, inclusive durante a gestação, e que teve um pedido de medida protetiva negado anteriormente.

FONTE/CRÉDITOS: Léo Carvalho