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O aluguel da sede da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), situada em Brasília, apresenta o segundo maior custo por metro quadrado entre nove órgãos federais analisados pela Controladoria-Geral da União (CGU).

As informações constam em um relatório concluído no início de agosto. Segundo os auditores, a Funai pagou R$ 109,56 por metro quadrado ao mês durante o ano de 2024.

Esse valor ficou atrás apenas do registrado pela Infra S.A., que atingiu R$ 110,86. A quantia superou em 67% a média geral de R$ 65,61 identificada no levantamento.

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A sede da fundação fica no Edifício Parque Cidade Corporate, localizado no Setor Comercial Sul. O contrato de locação abrange uma área total de 11 mil metros quadrados.

Considerando o aluguel de R$ 1 milhão e as taxas de condomínio, o custo anual atual chega a R$ 15,57 milhões. Apenas com a locação, foram gastos R$ 14,5 milhões em 2024.

O estudo avaliou contratos de diferentes entidades, incluindo o Ministério da Pesca e a Anvisa. Os técnicos fizeram um comparativo direto com a Anac, instalada no mesmo prédio.

Enquanto a Funai pagava R$ 109,56 por metro quadrado, a agência de aviação civil desembolsava R$ 92,96. A diferença representou um valor 17,9% superior para a fundação indígena.

Custo desnecessário e histórico de subocupação

A CGU também apontou um histórico de subocupação no imóvel, contratado em 2017 para abrigar cerca de 800 pessoas. Com a redução da força de trabalho ao longo dos anos, o índice de ocupação superou o limite recomendado.

O descompasso gerou um gasto considerado desnecessário pelos auditores, estimado entre R$ 2,17 milhões e R$ 4,34 milhões. No entanto, com a recomposição recente de servidores, a taxa atual se aproximou do teto de referência.

Novo contrato em vista

O atual contrato de locação encerra em setembro de 2027. A CGU recomendou que a Funai avalie outras opções no mercado, além de imóveis da União, antes de decidir sobre uma possível renovação.

Os auditores também sugeriram considerar o modelo de trabalho híbrido e implementar o compartilhamento de estações para otimizar o espaço e reduzir os gastos públicos.

FONTE/CRÉDITOS: Pablo Giovanni