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Os passageiros do Entorno do Distrito Federal já manifestam apreensão diante da perspectiva de um novo aumento nas tarifas do transporte público, enquanto o aguardado consórcio entre os governos do DF e de Goiás para gerir o serviço permanece sem avanços concretos.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou ao veículo RADAR VALPARAISO a possibilidade de um novo ajuste nos valores das passagens do transporte coletivo que atende o Entorno do Distrito Federal, com previsão de ocorrer já em fevereiro. A agência reguladora esclareceu que os detalhes, como tabela e percentual exato, ainda não foram estabelecidos, e que o processo de cálculo do reajuste está em curso. Atualmente, em certas localidades da região, os custos das tarifas já superam a marca de R$ 10,00.
O último ajuste nas tarifas do Entorno, que representou um aumento de 2,9%, foi implementado em 23 de setembro do ano anterior. Diante da iminência de novas alterações, os usuários que se deslocam das cidades goianas para o Distrito Federal expressam descontentamento com a perspectiva de mais um encarecimento do serviço.
Conforme dados do Anuário Estatístico do Transporte Interestadual e Internacional de Passageiros da ANTT, no ano de 2024, impressionantes 97% do volume total de passageiros nessa modalidade realizaram viagens entre o Distrito Federal e o Entorno, somando 49 milhões de deslocamentos. O constante aumento nas tarifas é apontado como um dos maiores desafios para quem depende diariamente desse serviço essencial.
Há algum tempo, os governos do Distrito Federal e de Goiás têm discutido a criação de um consórcio focado na gestão do transporte público para a região do Entorno. O secretário do Entorno do DF, Cristian Viana, ofereceu detalhes sobre o progresso desse consórcio, que visa aprimorar a condição dos passageiros.
“Desde a reestruturação da Secretaria do Entorno, ocorrida no ano passado, o GDF e o governo de Goiás definiram como meta prioritária a formação de um consórcio interfederativo, inicialmente envolvendo Goiás, o Distrito Federal e a União”, explicou o secretário. “Este instrumento é fundamental para estabelecer um ambiente de governança robusto em toda a região do Entorno, que historicamente enfrenta grandes desafios de mobilidade. O projeto do consórcio teve avanços significativos até o segundo semestre do ano passado, mas em agosto, a ANTT comunicou sua decisão de não integrar a iniciativa”, completou Viana.
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