A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados deu um passo importante na segurança infantil ao aprovar o Projeto de Lei 7119/25. A proposta estabelece diretrizes nacionais rigorosas para segurança, prevenção de acidentes e primeiros socorros em escolas de natação voltadas para crianças, buscando uniformizar padrões em todo o país.

Um dos pontos centrais do projeto é a exigência de que esses estabelecimentos contem, de forma permanente, com profissionais devidamente habilitados e com capacitação específica para o atendimento ao público infantil. Além disso, o texto estabelece limites técnicos claros quanto à quantidade de crianças por instrutor, visando assegurar uma supervisão individualizada e eficaz.

As academias e escolas de natação deverão, conforme a nova legislação, possuir equipamentos de segurança aquática adequados e implementar um plano de emergência robusto, preparado para lidar com situações como afogamentos ou mal súbitos. A infraestrutura também será alvo de atenção, com a obrigatoriedade de pisos antiderrapantes, cercamento adequado das piscinas e controle estrito do acesso às áreas aquáticas.

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Profissionais que atuam nesses estabelecimentos terão que passar por treinamentos periódicos em técnicas de ressuscitação cardiopulmonar, garantindo que estejam sempre preparados para agir em situações críticas.

O deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), autor da proposta, ressaltou que a ausência de diretrizes nacionais unificadas tem gerado disparidades significativas nos padrões de qualidade e segurança entre as diferentes escolas.

O relator do projeto, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), ex-atleta olímpico e profissional de Educação Física, endossou a importância da iniciativa, argumentando que o ambiente aquático, especialmente para crianças, demanda protocolos de segurança extremamente rigorosos. Ele enfatizou que a piscina deve ser um local de aprendizado seguro.

Uma alteração técnica promovida pelo relator retirou um prazo fixo para a regulamentação, conferindo ao Poder Executivo a prerrogativa de definir os critérios de fiscalização da lei de forma mais flexível.

O descumprimento das novas diretrizes sujeitará os estabelecimentos a sanções em âmbitos administrativo, civil e penal.

Próximas Etapas

O projeto agora seguirá para análise, em caráter conclusivo, nas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e, posteriormente, pelo Senado.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias