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A campanha Vote Segura foi lançada pela Rede Justiça Criminal com foco prioritário na proteção feminina. Dados oficiais indicam que o Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio no ano passado, o equivalente a quatro assassinatos diários motivados por gênero. Para cada morte consumada, outras três tentativas foram contabilizadas pelas autoridades.
Para enfrentar essa realidade, a iniciativa desenvolveu um guia com estratégias legislativas. O material serve para orientar futuros programas de mandato, projetos de lei e ações de fiscalização no Congresso Nacional.
A proposta busca qualificar o debate político e apoiar candidaturas comprometidas com a diminuição da violência. Vale destacar que as mulheres compõem 51,5% da população brasileira, estimada em 213,4 milhões de habitantes.
O documento oficial reúne um total de 11 recomendações fundamentais para os parlamentares:
- priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização;
- estruturar políticas públicas permanentes;
- fortalecer a coordenação entre os entes federativos;
- promover a integração entre diferentes políticas públicas;
- basear decisões em evidências e dados confiáveis;
- incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação;
- fortalecer a transparência e o controle por parte da sociedade;
- estabelecer critérios objetivos para acesso a recursos públicos;
- adotar uma perspectiva de direitos humanos voltada também às mulheres;
- produzir impactos mensuráveis;
- evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.
Segundo Janine Salles de Carvalho, coordenadora executiva da organização, as brasileiras vivem sobressaltadas e com motivos reais para isso. Elas alteram hábitos diários e compartilham dados de localização ao saírem à noite por temerem pela própria integridade física.
A especialista aponta ainda que o medo tem sido explorado politicamente, mas reforça que a solução exige mais do que policiamento e encarceramento. O foco deve estar em medidas capazes de impedir que a agressão ocorra.
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