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A Cerrado Galeria, em Goiânia, inaugura neste sábado (26) uma mostra gratuita que reúne históricas obras de Di Cavalcanti. Com curadoria de Divino Sobral, a exposição apresenta cinco décadas de produção do artista, destacando sua marcante poética visual, lirismo e sensualidade. O evento é uma oportunidade única para o público goiano apreciar de perto o legado de um dos maiores nomes do modernismo no país.

Sob o título "Di Cavalcanti: Lírico, Brasileiro, Modernista", a seleção engloba pinturas e desenhos criados entre 1925 e 1972. Esse recorte temporal permite acompanhar a evolução do mestre e suas conexões com as vanguardas europeias, sem perder de vista sua profunda ligação com a identidade e a cultura popular brasileira.

De acordo com o curador Divino Sobral, a produção do pintor carioca reflete uma interpretação muito particular do Rio de Janeiro de sua época. Di Cavalcanti capturou as contradições sociais e a efervescência urbana da antiga capital federal, transformando a realidade em arte engajada e potente.

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Nascido em 1897, o artista conviveu com a instabilidade financeira durante toda a vida. Ele dependeu de trabalhos temporários e do apoio de mecenas como Paulo Prado. Essa vivência moldou sua sensibilidade social e sua busca constante por retratar o cotidiano do povo brasileiro.

Trajetória marcada pelo ativismo e inovação

Sua filha, Elizabeth Cavalcanti, lembrava o pai como um criador incansável e apaixonado pelo seu ofício. Entre 1922 e 1925, Di viveu em Paris, onde conviveu com gênios como Picasso e Matisse. Essa bagagem europeia foi fundamental para consolidar seu estilo único ao retornar ao Brasil.

A preocupação social do pintor é evidente em telas icônicas como "Serenata" (1925), que exalta o samba e a cultura dos morros. Filiado ao Partido Comunista em 1928, ele uniu a ideologia política ao uso vibrante das cores, influenciado pelo expressionismo alemão.

Na maturidade, nos anos 1940, Di Cavalcanti consolidou seu lirismo tropical em obras como "Domingo na Praia" (1943). O artista faleceu em 1976, deixando um acervo inestimável que continua a desafiar o esquecimento e a celebrar a identidade nacional.

Para conferir mais detalhes sobre a programação artística, acesse o portal da Cerrado Galeria ou acompanhe as atualizações culturais no Diário da Manhã.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Online