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O ministro Cristiano Zanin, integrante do Supremo Tribunal Federal, rejeitou um pedido de liminar que buscava obrigar a abertura imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso Master no Senado.

A solicitação havia sido protocolada pelo senador Alessandro Viana por meio de um mandado de segurança. Na avaliação emitida na última terça-feira (22), o magistrado entendeu que a suposta omissão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, não ficou devidamente configurada.

O documento que pedia a criação da comissão foi apresentado em 9 de março e pretendia apurar laços entre ministros do STF e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do antigo Banco Master, alvo de investigações sobre fraudes financeiras e corrupção.

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Embora o autor da ação tenha argumentado que o texto superava o mínimo de 27 assinaturas necessárias, somando 41 apoios, o comando do Senado não havia dado andamento ao pleito após quase seis meses de espera.

Em sua fundamentação, Zanin pontuou a existência de outros requerimentos paralelos sobre o mesmo tema, o que impossibilitaria atestar, de imediato, a inércia específica em relação ao documento apresentado pelo parlamentar.

Apesar de afastar a urgência neste momento, o ministro ponderou que o entendimento poderá ser modificado após a chegada de novas informações prestadas pela mesa diretora do Senado.

Por fim, o senador Alessandro Vieira manifestou insatisfação com o posicionamento adotado pela corte máxima da Justiça brasileira, classificando a medida como frustrante para a oposição.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil