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Enquanto sindicatos celebram o fim da escala 6x1, entidades empresariais criticam a medida e cobram o Congresso Nacional para revisar a proposta aprovada na quarta-feira (14).

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) saudou o fim da exaustiva jornada e a redução de 44 para 40 horas semanais, classificando a mudança como uma vitória histórica da classe trabalhadora brasileira.

Em nota oficial, a entidade destacou que a aprovação representa um marco na superação de um modelo arcaico que esgota as energias de quem produz as riquezas do país.

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Por outro lado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a PEC como um retrocesso. O presidente da instituição, Ricardo Alban, pediu que os parlamentares revisitem o tema.

A CNI aponta que a alteração pode gerar custos adicionais de até R$ 267 bilhões, além de pressionar a inflação média em 6,2% e reduzir o Produto Interno Bruto (PIB).

Repercussão sindical

A Força Sindical também se manifestou favoravelmente. Segundo o presidente da central, Miguel Torres, o diálogo democrático permitiu uma conquista que beneficiará milhões de brasileiros.

Para Torres, a diminuição do tempo de labor tende a elevar a produtividade e abrir novos postos de emprego, permitindo mais tempo para o convívio familiar e o lazer.

Em contrapartida, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lamentou a tramitação da pauta durante o período eleitoral.

A entidade patronal argumenta que mudanças estruturais necessitam de aprofundamento técnico e avaliação rigorosa sobre a sustentabilidade das empresas.

Detalhes da aprovação

O plenário do Senado aprovou a matéria na noite de ontem com 75 votos favoráveis e apenas um contrário, após articulação política liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

O texto estabelece a transição para o descanso semanal de dois dias, com redução gradual da carga horária máxima para 40 horas semanais ao longo de 14 meses.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil