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Os direitos humanos figuram como um dos pilares que distinguem as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Enquanto o petista fundamenta sua trajetória no combate aos abusos da ditadura militar, o senador do PL alinha-se ao legado político de seu pai, Jair Bolsonaro, defendendo uma agenda de segurança baseada no endurecimento penal.
As divergências programáticas são claras. O plano de governo de Flávio Bolsonaro prioriza o aumento do rigor punitivo, a redução da maioridade penal e a construção de presídios. Em contrapartida, a plataforma de Lula enfatiza o fortalecimento de políticas públicas, o uso de inteligência para asfixiar financeiramente o crime organizado e a implementação de diretrizes como o plano Pena Justa.
Especialistas alertam para a necessidade de observar o histórico dos candidatos para além das promessas de campanha. Camila Asano, diretora da Conectas Direitos Humanos, ressalta que o debate sobre armamento é um ponto crítico, dado o risco de que o aumento da circulação de armas favoreça o crime organizado e a escalada da violência, incluindo o feminicídio.
Abordagens distintas na segurança
A segurança pública é o ponto de maior contraste. O programa de Flávio Bolsonaro, intitulado Para o Brasil Vencer o Atraso, propõe a criação de um sistema de reconhecimento facial integrado, a implementação da castração química para crimes sexuais e a criação do complexo prisional TREVA, inspirado em modelos de El Salvador.
Já o Programa de Transformação do Brasil, de Lula, aposta em medidas preventivas e na modernização das forças policiais. Entre as propostas, destacam-se o incentivo ao uso de câmeras corporais, a criação de um Ministério da Segurança Pública e o foco na ressocialização de detentos, conforme as metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça.
A disputa também abrange temas como a proteção a povos indígenas e quilombolas. Enquanto o plano de Lula foca na demarcação de terras e na garantia de direitos territoriais, a proposta de Flávio Bolsonaro sugere conferir autonomia às comunidades para decidir sobre atividades produtivas em suas áreas, sob a premissa de desenvolvimento sustentável.
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