O estabelecimento funcionava sem as devidas autorizações e era apontado pela polícia civil como um ponto de venda de entorpecentes, comandado por um indivíduo estrangeiro.

A Polícia Civil de Goiás, através do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Luziânia, realizou uma operação que desmantelou um centro de tráfico de drogas que operava disfarçado de bar em Valparaíso de Goiás.

A ação resultou na detenção de três indivíduos em flagrante: um homem de 39 anos e duas mulheres, de 32 e 31 anos, acusados de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

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Comando estrangeiro e desrespeito à justiça

As investigações indicaram que o esquema criminoso era liderado por um homem de 39 anos, natural de Cabo Verde, na costa noroeste da África. O suspeito gerenciava as atividades ilícitas enquanto deveria estar cumprindo pena em regime de prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica, devido a uma condenação por tráfico no Distrito Federal. O ponto de venda de drogas estava localizado próximo a escolas, postos de saúde e igrejas, o que agrava a conduta, pois distribuía substâncias entorpecentes de alta nocividade e potencial viciante, como drogas químicas e sintéticas.

Conexão interestadual e 'supermercado' de drogas

O tráfico atraía dependentes de outras localidades. Uma das presas, de 32 anos, foi flagrada comprando cocaína para transportá-la ao Distrito Federal. Durante as buscas no local, foi descoberto um verdadeiro centro de comercialização de drogas. Foram apreendidas quantidades significativas de maconha, cocaína, insumos para preparo, balanças e cadernos de anotações financeiras, além de 114 comprimidos de Ecstasy e porções de MDMA.

Interdição e responsabilização completa

Foi constatado que o comércio servia como fachada para encobrir a atividade criminosa e operava sem licença. Em colaboração com a Superintendência de Fiscalização Municipal (SUSFIM) de Valparaíso, o estabelecimento foi lacrado e interditado. Além das acusações de tráfico, os envolvidos responderão administrativamente por multas e poderão ser processados por crime tributário, caso seja comprovada a venda de produtos ou bebidas sem a devida nota fiscal. Dada a gravidade dos fatos, foi solicitada a conversão das prisões em flagrante para prisão preventiva.

Esta operação reforça o compromisso da Polícia Civil e dos órgãos da SUSFIM, assim como do GRAOC-K9 de Valparaíso, em desmantelar pontos de tráfico organizados e garantir a segurança da comunidade que utiliza serviços públicos essenciais como postos de saúde, escolas e igrejas no Entorno do Distrito Federal.

FONTE/CRÉDITOS: Diário Goianiense